iPhone Duo: passado o furor, o que tenho a dizer?

Duas semanas depois do lançamento, o iPhone Duo tem sido uma experiência bem agradável para mim: gosto muito da suavidade, continuo a achar as animações LINDAS e é daqueles equipamentos que toda a gente me pede para ver. O que ainda me trava são as apps que não estão preparadas para o formato e o cuidado extra que tenho com o ecrã, que, para já, está direitinho e sem um único risco.

Atualizado em 6 de novembro de 2026

No dia em que o Duo chegou, fiquei dividido. Agora, depois destes dias com ele, já consigo separar melhor o entusiasmo da novidade daquilo que me está a agradar na utilização. E a verdade é esta: estou a gostar. Não significa que tenha deixado de ver os defeitos, nem que ache que está tudo resolvido. Significa que, passado aquele furor inicial, continuo a gostar de ter este iPhone nas mãos.

Já deixei a ficha técnica, os preços de lançamento e as primeiras impressões na minha análise completa de 23 de outubro. Não te vou voltar a despejar isso tudo aqui. Desta vez, quero contar-te o que fica quando o assunto deixa de ser abrir a caixa.

No Torreão, o Duo não passa despercebido

Há uma parte desta experiência que não cabe numa ficha técnica e que me tem dado muita graça. Quando me encontram na rua com o Duo, toda a gente quer pedir para o ver. Não é só olhar de longe para perceber qual é o modelo. Há mesmo aquela curiosidade de o ter na mão, de perceber como abre e como fica por dentro.

No Torreão, um café onde vou muitas vezes, acontece o mesmo. Quando estou com ele aberto, o pessoal vê-o e quer pedir para ver e mexer. E eu acho engraçadíssimas essas reações, tanto com amigos como com pessoas que me seguem. É uma daquelas coisas giras de andar com tecnologia diferente: o próprio equipamento acaba por ser motivo de conversa.

Para mim, isso também faz parte de usar o Duo na vida real. Não é uma função que a Apple possa pôr numa lista, mas é uma reação que tenho à minha frente. O furor do lançamento pode passar; a curiosidade de quem o vê ao vivo ainda está bem presente.

Eu com o iPhone Duo aberto nas mãos, sentado à secretária do meu estúdio

Com o Duo no estúdio. Fotograma do meu vídeo de análise de lançamento, de 23 de outubro.

A suavidade continua a conquistar-me

Se há coisa que não mudou desde a análise de lançamento, é o quanto gosto da suavidade. E as animações continuam LINDAS. Mesmo. Não deixaram de ter graça só porque já não estou no primeiro dia.

Na altura, descrevi a animação de abrir e fechar como folhear as páginas de um livro. Continuo a achar que essa é uma boa maneira de explicar o encanto disto. Gosto de ver o cuidado na passagem de um formato para o outro, em vez de sentir que estou só a esticar a imagem de um telemóvel.

É esse contraste que me deixa mais exigente com o resto. Se as apps de raiz conseguem dar-me aquele aspeto tão bem pensado, eu quero sentir a mesma coerência quando saio delas. E ainda não é isso que encontro em muitas aplicações.

As minhas mãos no iPhone Duo aberto, com o ecrã inicial e o calendário lado a lado

O formato aberto e a interface no meu vídeo de 23 de outubro.

As apps ainda são o meu grande “mas”

A experiência tem sido agradável, mas não vou fingir que todas as apps estão prontas. Tenho pena de muitas ainda não estarem preparadas para o sistema. Não ficam com a mesma aparência das aplicações de raiz do equipamento, e essa diferença tira algum brilho ao conjunto.

Eu já tinha apontado as barras pretas e o conteúdo pequenino na análise inicial. Não é apenas querer que uma app abra: para mim, o interesse deste formato está em aproveitar o espaço e ter uma organização que faça sentido. Abrir o Duo para ficar com uma aplicação perdida no meio de um ecrã grande sabe a pouco.

Abro o WhatsApp, o Instagram ou o Facebook e já se sente que alguém pensou neste ecrã: o conteúdo aproveita o espaço e não parece um telemóvel normal pousado no meio de um palco maior. Depois passo para o Teams, ou para alguns jogos do Apple Arcade, e volto a ver aquelas barras pretas, ou a janela pequenina ao centro. É exactamente essa diferença que me tira o brilho. As apps de raiz, e algumas que já acompanharam o formato, ficam com aquele ar cuidado; muitas outras ainda não.

Percebo que isto leve tempo. Há quem já tenha atualizado a aplicação e, mesmo assim, ela não ocupe o ecrã todo, porque só as ferramentas mais recentes deixam as barras na vertical e preenchem o interior de ponta a ponta. Mas eu avalio o que tenho hoje nas mãos, não a promessa de daqui a uns meses. Gosto da experiência, só gostava que mais aplicações acompanhassem o cuidado das de origem.

O ecrã está impecável, mas tenho cuidado extra

Aqui quero ser muito claro: o meu está direitinho, sem nenhum risco no ecrã. Para já, é isso que posso dizer do equipamento que tenho comigo.

Também é verdade que tenho um cuidado extra. Não quero ficar com problemas de ecrã e, num equipamento que dobra, essa preocupação está mais presente. Isso não significa que tenha tido uma avaria, nem que ande a dizer que todos vão ter problemas. Significa simplesmente que não me esqueço de que este ecrã pede atenção.

Também tenho lido que um número pequeno de unidades teve problemas no ecrã interior. Não confundo esses relatos com a minha experiência: o meu continua bem. Também não tiro de duas semanas de uso uma garantia sobre como vai estar daqui a um ano.

Pormenor do ecrã interior do iPhone Duo aberto nas minhas mãos

O ecrã interior na minha análise de lançamento, de 23 de outubro.

Continuo dividido? Já consigo explicar melhor

Na primeira análise, o preço deixou-me a pensar. O facto de agora estar a gostar do dia a dia não apaga essa questão. Para mim, uma experiência agradável e uma recomendação de compra para toda a gente são duas coisas diferentes.

Quando fico mais tempo com ele aberto, a dobradiça continua suave e o ecrã em nanotextura continua a esconder bem o vinco, embora com luz de lado eu ainda o note um bocadinho, como já tinha dito no início. Às vezes deixo-o meio aberto, em modo tenda, para ver um vídeo enquanto como, e essa suavidade a ficar na posição em que o deixo ainda me conquista. No dia a dia a bateria tem-me chegado; se passo muitas horas no ecrã grande, noto que gasta mais, o que faz sentido. Quanto ao peso, continuo a notar os 254 gramas, mas não ao ponto de me incomodar. Para mim, o maior travão continua a estar no software.

O meu balanço agora é mais simples: gosto de usar o Duo, adoro a suavidade e as animações, e acho muita graça à curiosidade que desperta. O que me impede de falar dele sem reservas continua a ser a falta de adaptação de muitas apps, além do cuidado que tenho com o ecrã.

Se me perguntas se vale a pena entrares já, eu olhava primeiro para aquilo que esperas dele. Se queres tudo consistente, sem pensar em aplicações que ainda têm de ser adaptadas, eu não te diria para comprares só por entusiasmo. Se te atrai este formato e aceitas essas arestas, percebo perfeitamente o interesse. Só não confundas a minha vontade de o usar com a ideia de que tens de ter um.

As minhas mãos a segurar o iPhone Duo aberto com duas áreas de aplicação lado a lado

O Duo aberto nas minhas mãos, no vídeo de 23 de outubro.

Perguntas rápidas

Depois destas duas semanas, estou a gostar do iPhone Duo?

Sim. Tem sido uma experiência bem agradável para mim. Continuo a ver limitações, sobretudo nas apps, mas isso não me impede de gostar de o usar.

As apps já têm todas o aspeto das aplicações de raiz?

Não. É precisamente uma das coisas que ainda me custa aceitar: muitas aplicações não estão preparadas para o formato e não ficam com a mesma aparência das de origem. Eu não contaria com uma experiência uniforme em todas as apps.

O meu ecrã já tem riscos ou problemas?

Para já, o meu está direitinho e sem nenhum risco. Tenho um cuidado extra porque não quero problemas de ecrã, mas não tenho uma avaria minha para relatar.

As animações ainda me impressionam depois da novidade?

Sim. Continuo a achá-las LINDAS e gosto muito da suavidade. É uma das partes da experiência que mais me agrada.

Acho que vale a pena comprar já?

Eu não o recomendaria a toda a gente. Estou a gostar, mas teria em conta o preço e as apps que ainda faltam adaptar. Se procuras uma experiência toda afinada, percebo melhor a decisão de esperar.

Onde deixei a análise completa e o vídeo?

Deixei as primeiras impressões, os preços de lançamento e os pormenores do equipamento na análise completa de 23 de outubro. Podes também ver o vídeo no meu YouTube, Nuno Agonia.

E tu, passado o furor, continuas com vontade de experimentar o Duo ou preferes esperar pelas apps? Conta-me nos comentários do vídeo ou no Instagram, @nunoseemee. Se ainda não o viste a funcionar, vem ver o meu vídeo no YouTube e depois diz-me se percebes o encanto destas animações.

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