A Web Summit 2026 em Lisboa decorre de 9 a 12 de novembro, na MEO Arena e na FIL, no Parque das Nações. Estive na edição do ano passado e, este ano, por causa da agenda, não vou conseguir ir, mas se estás a pensar em ir, aqui deixo as datas, como chegar, o que mais me marcou nas startups e em três palestras que adorei ouvir, e porque o evento continua a valer a pena para quem tem ideias de futuro.
Atualizado em 6 de novembro de 2026
No ano passado, durante a Web Summit em Lisboa, percebi depressa porque é que tanta gente marca a agenda em torno destes quatro dias. Não é só o tamanho do evento: é o ritmo, as conversas e, sobretudo, a quantidade de projectos novos que vais encontrando à medida que atravessas os pavilhões. Este ano, a edição regressa de 9 a 12 de novembro de 2026, outra vez na MEO Arena e na FIL, no Parque das Nações. Eu, desta vez, não vou estar presente, a agenda não deixa. E a parte que mais me custa saltar é mesmo a das startups.
Mesmo assim, faz sentido escrever isto agora. Este fim de semana muita gente vai procurar datas, sítio, como chegar e o que esperar. Se és tu, este texto é para te orientar com o essencial, e também para partilhar, na primeira pessoa, o que me ficou da edição de 2025.
Datas, local e como chegar
A Web Summit 2026 abre na segunda-feira, 9 de novembro, e corre até quinta-feira, 12 de novembro. O recinto oficial é a MEO Arena e a FIL, no Rossio dos Olivais, 1990-231 Lisboa, a zona do Parque das Nações, a antiga Expo.
Para chegar, o caminho mais simples é o metro Oriente, na linha vermelha. Segundo o site oficial do evento, a estação fica a cerca de 300 metros da MEO Arena e a cerca de 600 metros do registo no Pavilhão de Portugal. Se fores do centro de Lisboa, podes ir na linha verde de Baixa-Chiado até Alameda e mudar para a vermelha até Oriente; ou na linha azul de Baixa-Chiado até São Sebastião e, daí, na vermelha até Oriente. Há também táxi, Uber ou Bolt, shuttle da Carris entre Oriente e a Praça do Comércio, e várias linhas de autocarro até à Gare do Oriente.
A Opening Night está marcada para 9 de novembro, das 18:00 às 20:00 no Centre Stage (portas às 16:30). Para entrares, precisas de já ter a acreditação: pulseira e crachá. O Night Summit deste ano passa a acontecer no próprio recinto, no Pavilion 5 da FIL: segunda das 20:00 às 23:00, terça e quarta das 18:00 às 21:00, só para quem tem bilhete do evento. Há ainda o Night Summit Downtown, terça no Cais do Sodré e quarta no Príncipe Real, com pontos de encontro anunciados pela organização.
Tudo o que é oficial (programa, speakers, bilhetes e essentials) está no site da Web Summit.
A área das startups (a que mais gosto)
Se me perguntas o que mais me puxa na Web Summit, a resposta é fácil: as startups. No ano passado, dei por mim a perder tempo (no melhor sentido) a ver stands e demos de projectos mesmo inovadores. Há sempre muita coisa gira: ideias a nascer, protótipos a ser mostrados pela primeira vez, gente a explicar o produto com aquele entusiasmo de quem está a construir algo de raiz.
É essa a área de que mais gosto. Não preciso de conhecer a empresa de antemão. Às vezes o que mais fica é uma conversa curta, um ecrã a mostrar uma demo, ou perceber que alguém resolveu um problema de uma forma que ainda não tinhas visto. Este ano, por causa da agenda, não vou estar lá para passear nessa zona, e é mesmo isso que mais me custa.
Se fores, deixa espaço na agenda para o piso das startups. Não cries um plano demasiado rígido só com nomes grandes no palco principal. Uma boa parte do valor do evento está precisamente nesses cantos onde ainda estás a descobrir o que vem a seguir.
Palestras que adorei ouvir na edição de 2025
Além das startups, a Web Summit tem palestras bem interessantes. No ano passado, houve várias que adorei ouvir. Deixo três exemplos concretos, com o enquadramento do que cada um foi lá falar, não porque sejam os únicos que valeram a pena, mas porque mostram bem o tipo de conversa que encontras neste evento.
Anton Osika (Lovable): software para os 99%
Na noite de abertura, a 10 de novembro de 2025, no Centre Stage, ouvi Anton Osika, co-fundador e CEO da Lovable, numa conversa apresentada como Building for the 99%: Inside Lovable, the world’s fastest-growing tech company.
A Lovable é uma startup de inteligência artificial que cria software a partir de instruções em linguagem natural: a ideia de deixar construir aplicações e sites sem seres programador. Osika falou precisamente desse objectivo: abrir a criação de software a muita mais gente, com uma cultura de mostrar um protótipo a funcionar em vez de um deck interminável. É o tipo de história que faz sentido na Web Summit: uma empresa a crescer depressa, a falar de produto e a tocar num tema que qualquer founder ou criador percebe de imediato.
Cristóbal Valenzuela (Runway): dos vídeos aos “world models”
No dia seguinte, 11 de novembro de 2025, às 10:00 no Centre Stage, foi a vez de Cristóbal Valenzuela, fundador e CEO da Runway, na sessão From scenes to simulations: The rise of world models, em conversa com Katie Drummond, da WIRED.
Aqui o tema saiu do “só gerar vídeo bonito” e foi mais longe. Valenzuela falou de world models como uma espécie de nova câmara: em vez de apenas captar a realidade, estes sistemas tentam simulá-la, como as coisas se movem, colidem e mudam. Para quem cria conteúdo, ou simplesmente acompanha IA aplicada a vídeo e imagem, foi uma daquelas talks que ajudam a perceber para onde isto pode ir, para além do efeito de moda.
Cristiano Amon (Qualcomm): a IA no bolso e nos wearables
Ainda a 11 de novembro, às 11:00 no Centre Stage, Cristiano Amon, President e CEO da Qualcomm, trouxe a sessão Human-centered design in the age of AI, com a visão The Ecosystem of You.
Esta foi uma conversa muito ligada a produtos e ao dia a dia: a ideia de que o centro da experiência digital passa das apps para os agentes de inteligência artificial, e de que muita dessa IA vai viver nos próprios dispositivos (telemóveis, óculos, earbuds e relógios) e não só na cloud. Para mim, que vivo de tech e gadgets, foi exactamente o tipo de palestra que gosto de ouvir na Web Summit: chips, edge e o futuro dos aparelhos que usamos todos os dias.
Lisboa, o Parque das Nações e a orla
A Web Summit não é só o que acontece dentro dos pavilhões. Também é uma desculpa excelente para dares uma vista por Lisboa. A cidade continua a ser interessante de visitar, e a zona da Expo, o Parque das Nações, ajuda muito quando o tempo colabora.
Com bom tempo, aquela orla perto do mar (aqui, do Tejo) é perfeita para respirar entre sessões, andar a pé e descomprimir um pouco. Saís do ritmo intenso do evento, olhas a água, e a cabeça volta a ordenar-se. Se fores de fora, vale a pena chegar um pouco mais cedo ou ficar um dia a mais só para isso.
Para quem vale a pena (e o que saber sobre bilhetes)
Sem dúvida: a Web Summit vale a pena para quem está com ideias de futuro e quer aprender com quem lá está: founders, estudantes, criadores, gente de produto, marketing, investimento ou simplesmente curiosos por tecnologia. Se fores com a cabeça aberta e tempo para ouvir e perguntar, sais de lá com muito mais do que selfies no Centre Stage.
Sobre bilhetes: a 6 de novembro de 2026, no site oficial, o bilhete General attendee aparecia a 1.595 € (1.297 € sem IVA), o VIP a 1.950 € (1.585 € sem IVA), e a página marcava Tickets almost gone. Os preços e a disponibilidade mudam, por isso confirma sempre na página de bilhetes da Web Summit antes de decidires.
Eu este ano fico de fora, e vou sentir falta sobretudo daquela zona das startups. Se fores tu, aproveita por mim, e se quiseres, conta-me depois o que mais te surpreendeu.
Perguntas rápidas
Quando é a Web Summit 2026 em Lisboa?
De 9 a 12 de novembro de 2026 (segunda a quinta).
Onde é a Web Summit 2026?
Na MEO Arena e na FIL, no Parque das Nações (Rossio dos Olivais, Lisboa).
Como se chega à Web Summit?
O mais simples é o metro Oriente (linha vermelha), a cerca de 300 metros da MEO Arena. Do centro, podes ir por Baixa-Chiado e mudar para a linha vermelha em Alameda ou em São Sebastião.
O Nuno Agonia vai à Web Summit 2026?
Não. Estive na edição de 2025, mas este ano, devido à agenda, não vou estar presente. A área que mais me custa saltar é a das startups.
O que mais vale a pena ver na Web Summit?
Para mim, as startups com projectos inovadores e as palestras em que se fala de produto, IA e o que vem a seguir. No ano passado, adorei ouvir, por exemplo, Anton Osika (Lovable), Cristóbal Valenzuela (Runway) e Cristiano Amon (Qualcomm).
Há Night Summit em 2026?
Sim. No Pavilion 5 da FIL: dia 9 das 20:00 às 23:00, dias 10 e 11 das 18:00 às 21:00, só para quem tem acreditação. Há também o Night Summit Downtown na cidade (Cais do Sodré e Príncipe Real).
Onde confirmo o programa e os bilhetes?
No site oficial da Web Summit, nas páginas de schedule, speakers e tickets.
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