Ray-Ban Meta e Oakley Meta chegaram a Portugal: modelos, preços e a Meta AI em português

Tirar uma fotografia sem tocar no telemóvel, atender uma chamada a caminhar na rua ou perguntar "o que é aquilo?" e ter a resposta ao ouvido. Durante anos, quem queria fazer isto com uns óculos Ray-Ban Meta tinha de os comprar lá fora. Já não é preciso: os óculos com inteligência artificial da Meta chegaram oficialmente a Portugal a 19 de outubro, com preços a partir de 449 € nos Ray-Ban. 🕶️

E não chegam só os modelos de sempre. A gama inclui, pela primeira vez, os icónicos Aviator, uns Ray-Ban Meta Audio sem câmara, pensados só para ouvir, e os Oakley Meta para quem treina.

Mulher de casaco vermelho com óculos de sol Ray-Ban Meta (Gen 3) pretos, em frente a uma fonte de pedra e a um céu azul

Os novos Ray-Ban Meta (Gen 3) parecem uns Ray-Ban normais, e é essa a ideia. Foto: Meta

O que chegou a Portugal

Portugal estava na lista de novos mercados anunciada pela EssilorLuxottica, a dona da Ray-Ban e da Oakley, e pela Meta em setembro, na Meta Connect 2026. A gama que chega cá é esta:

  • Ray-Ban Meta (Gen 3): Wayfarer, Aviator e Zena, com câmara.

  • Ray-Ban Meta Audio: Clubmaster e Burbank, sem câmara.

  • Ray-Ban Meta Optics (Gen 2): Blayzer Optics e Scriber Optics, pensados para lentes graduadas.

  • Oakley Meta HSTN e Oakley Meta Vanguard, para desporto.

Há lentes transparentes e de sol, polarizadas, Transitions, com filtro de luz azul e graduadas, por isso dá para usar alguns destes modelos como óculos do dia a dia.

Ray-Ban Meta (Gen 3): os Aviator estreiam-se

A terceira geração dos Ray-Ban Meta mantém a fórmula, mas fica mais fina, mais confortável e com mais bateria. Os números mais importantes:

  • Câmara de 12 MP e vídeo em 3K Ultra HD, para fotografias e vídeos na primeira pessoa, sem usar as mãos.

  • Seis microfones, que segundo a Meta cortam mais de 90% do ruído de fundo nas chamadas, mesmo com vento ou em ruas cheias.

  • Botão de ação personalizável para chamar a Meta AI sem dizer "Hey Meta" em voz alta.

  • Até 9 horas de bateria, mais uma hora do que a geração anterior.

  • Hastes com pontas ajustáveis e 27 combinações de cor e lentes.

A grande novidade está no design. Aos Wayfarer (agora também em tamanho grande) juntam-se os Zena, com um formato cat-eye mais arrojado, e sobretudo os Aviator, um dos modelos mais conhecidos do mundo, que entram na coleção Ray-Ban Meta pela primeira vez.

Óculos de sol Ray-Ban Meta Aviator (Gen 3) com armação Havana e lentes castanhas, vistos de lado sobre fundo branco

Os Ray-Ban Meta Aviator entram na coleção pela primeira vez. Foto: Meta

Como em todas as gerações, há uma luz LED na frente que acende quando estão a tirar fotografias ou a gravar, para quem está à volta saber.

Ray-Ban Meta Audio: uns Ray-Ban só para ouvir

Esta é, para mim, a novidade mais curiosa. Os Ray-Ban Meta Audio são os primeiros óculos da Meta sem câmara: servem para ouvir música e podcasts, atender chamadas e falar com a Meta AI, com altifalantes abertos nas hastes que não nos isolam do que se passa à volta.

  • Pesam apenas 43 gramas, são os óculos com IA mais leves e finos da Meta.

  • Têm até 12 horas de bateria e o estojo de carregamento acrescenta até mais 48 horas.

  • Chegam em dois modelos, o retro Clubmaster e o retangular Burbank, em 23 combinações, todas compatíveis com lentes graduadas.

Óculos Ray-Ban Meta Audio Clubmaster com armação preta e dourada e lentes verdes, sobre fundo branco

Os Ray-Ban Meta Audio Clubmaster não têm câmara. Foto: Meta

O The Verge, que já os testou, resumiu bem a ideia: ninguém repara que são óculos inteligentes, e sem câmara desaparece aquele desconforto de quem está ao lado e se sente filmado. O ponto fraco apontado é o preço para uns óculos que, no fundo, são sobretudo uns auscultadores abertos. Para quem quer os óculos com IA sem andar com uma câmara na cara, faz todo o sentido.

Oakley Meta: feitos para treinar

Do lado da Oakley chegam dois modelos:

  • Oakley Meta HSTN: o modelo mais "casual" da Oakley, com câmara que grava em 3K Ultra HD, altifalantes abertos e resistência a salpicos IPX4. Algumas versões trazem lentes PRIZM, que aumentam o contraste.

  • Oakley Meta Vanguard: o modelo para quem leva o treino a sério. Tem uma câmara ultra grande-angular de 12 MP com 122° de campo de visão, ao centro da armação, certificação IP67 contra água e pó, redução do ruído do vento e foi pensado para usar com capacete ou boné de ciclismo. Liga-se ao Garmin e ao Strava para mostrar dados do treino.

Óculos Oakley Meta Vanguard com lente envolvente dourada, à esquerda, e Oakley Meta HSTN pretos com lentes transparentes, à direita

Oakley Meta Vanguard (à esquerda) e Oakley Meta HSTN (à direita). Fotos: Meta

A Meta AI fala português de Portugal

Um pormenor que faz toda a diferença: com a chegada a Portugal, a Meta AI passa a estar disponível em português de Portugal nos óculos. Ou seja, dá para pedir à IA que descreva o que estamos a ver, traduzir uma conversa, ouvir e responder a mensagens ou criar lembretes, tudo por voz e sem ter de falar em inglês. Como estes óculos se usam sobretudo por voz, isto é meio caminho andado para serem mesmo úteis no dia a dia.

Preços e onde comprar

  • Oakley Meta HSTN: a partir de 439 €

  • Ray-Ban Meta (Gen 3): a partir de 449 €

  • Ray-Ban Meta Optics (Gen 2): a partir de 469 €

  • Oakley Meta Vanguard: a partir de 549 €

  • Ray-Ban Meta Audio: por confirmar (349 € noutros países da zona euro)

Estão à venda desde 19 de outubro nas lojas Ray-Ban e Oakley e nos respetivos sites, em óticas parceiras e na loja da Meta. Os preços sobem conforme a armação e as lentes escolhidas, sobretudo com lentes graduadas ou Transitions.

A minha opinião

Já não era sem tempo! Estes óculos já se vendiam há algum tempo noutros países europeus, como Espanha, e até agora quem os queria cá tinha de os ir buscar lá fora e usar a IA em inglês. Agora chegam com preço português, garantia e a Meta AI na nossa língua.

O que mais me chama a atenção é a variedade: há uns para o dia a dia, uns para quem não quer câmara e uns para o desporto. Ainda não substituem o telemóvel, mas cada vez parecem menos um gadget e mais uns óculos normais, que é exatamente o que precisam para convencer mais gente.

E vocês, usavam uns óculos com IA? Preferiam com câmara ou só de áudio? Contem-me lá no Instagram!

📸 Instagram: @nunoseemee ▶️ YouTube: Nuno Agonia

Fontes: Meta; EssilorLuxottica; Ray-Ban; The Verge. Imagens: Meta.

Próximo
Próximo

Europa contra a Starlink: Vodafone e mais três gigantes querem ligar o teu telemóvel a satélites